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17/03/2014
MOPE NA ESTRADA – Paracatu (MG)

Belo Horizonte, 17 de Março de 2014.

Amigos,

Na quarta-feira passada, 26 de fevereiro, pegamos estrada novamente, desta vez para Paracatu (MG), convidados por colegas da Kinross. Como exigiram camisa de manga comprida, tivemos que usar o nosso uniforme branco. A música da viagem foi aquela de Caymmi: Eu vou pra Paracatu, eu vou / Eu vou de uniforme branco, eu vou! Anos atrás fui com Roberto Galery (UFMG), também de carro (em 2005), onde visitamos a usina antiga (original) e fomos muito bem atendidos pelo Luiz Albano Tondo (gerente da época).

Saímos nesta quarta-feira 26.02.2014 um pouco depois das 05 horas da manhã, com um motorista bacana. Ao invés de ouvir “histórias de motorista” fomos relaxados e ouvindo uma trilha sonora especial que tenho para viagens, com Bossa e Jazz. Já em Paracatu almoçamos num lugar super bacana, na beira da estrada quase saindo da cidade e, às 13 horas em ponto, estávamos na portaria aguardando liberação para entrar.

Desde a cidade de Paracatu pode ser vista a extensa área da mina e duas barragens próximas.  Com elevada taxa de tratamento e modernos equipamentos, a usina é gigantesca, porém muito bem controlada. Fomos bem recebidos pelos colegas Getúlio (Gerente de Desenvolvimento Tecnológico), Alvimar e Wanderson. Visitamos a usina e eu, do alto dos meus quase 64 anos, acompanhei em forma ofegante o tranco do Wanderson numa maratona pelas escadarias e de passagens onde quase não passava a minha barriga. A camisa branca ficou cheia de minério (vou pedir a minha empregada para checar se ficou algo de ouro retido nela).

Parabéns aos corajosos colegas da Kinross, que conseguem extrair quase 17 toneladas de Ouro por ano, tratando mais de 6000 t/h de minério com um teor médio próximo a 0,4 g/t Au. Equalizar o volume enorme de tratamento - como se minério de ferro fosse - com a sutileza e cuidado que deve ser aplicado a um minério de Ouro, não é uma tarefa fácil. As 6000 t/h convertem-se em apenas 2 t/h de concentrado final, implicando uma razão de concentração de massa de 3000 vezes.  Todo cuidado é pouco para acompanhar o Ouro ao longo do processo.

Na nossa volta, não deu para resistir os mais de 500 km da viagem, de modo que paramos em Três Marias (a metade do caminho) a degustar um Surubim na chapa, no Rei do Peixe, embaixo da ponte sob o Rio São Francisco..

Depois de algumas cervejas tivemos a obrigação de pernoitar por aí mesmo. Essa noite, literalmente, nós dormimos embaixo da ponte. Nada raro para o meu amigo Maurício (beijoca) que mora mesmo embaixo da ponte (da Mutuca).

Até a próxima aventura!

Alexis Yovanovic

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