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09/07/2018
Força Eike!

Não conheço e nunca tive nenhum tipo de relacionamento pessoal ou comercial com Eike Batista, mas reitero aqui o meu abraço fraterno e sentimentos de solidariedade, a ele e família, pelos momentos difíceis que está passando.

Nos seus 20 anos de idade Eike já estava na floresta procurando ouro. Deu vida mineral ao Estado do Amapá; gerou o projeto onça-puma, de níquel (PA); deu origem à RPM quase 30 anos atrás (hoje Kinross), que gera empregos e riquezas na região de Paracatu (MG); deu origem ao projeto Minas-Rio (atualmente da Anglo American), hoje o mais importante projeto de mineração depois de Carajás; a sua MMX abriu horizontes em Corumbá (MS) e na serra de Itatiaiuçu (MG), deixando este último enclave mineral praticamente ligado com a ferrovia até o novo porto, que também ele começou, e que hoje divide com Mubadala e Trafigura.

Ainda estão aí muitos dos ativos materializados e contabilizados pelas suas empresas. Eike é um dos poucos investidores brasileiros que não atende ao modelo colonial e entreguista ainda vigente, e talvez por isso tenha sido tão duramente perseguido. O seu principal equívoco talvez tenha sido sair de perto do chão das suas descobertas e confiar na nuvem financeira global e nas bolsas de valores.

Dias atrás Eike foi condenado “politicamente” a 30 anos de prisão, o dobro de uma sentencia média por “assassinato” no Brasil, gerando uma enorme “dificuldade” para, provavelmente, lhe vender posteriormente alguma facilidade. Eike está sendo testado, principalmente neste período sombrio de judicialização do Brasil.

Nem imagino como ajudar ou como expressar mais claramente a admiração que tenho por um cara inteligente e corajoso como Eike Batista, que cometeu equívocos próprios de quem se arrisca a fazer algo pelo Brasil (e por todos nós, mineradores). Apenas quem nada faz nada teme.

Vai aqui a minha homenagem, respeito e solidariedade.

Força Eike!

Alexis Yovanovic

 

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