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03/07/2018
Mineração sobe mais um andar procurando a escada para descer!

A mineração não está conseguindo se desvencilhar de diversos paradigmas e fica refém de “novos investimentos” para enfrentar os seus desafios. Embora haja exceções, quanto maior a mineradora maior é a interface entre a camada corporativa e o chão de fábrica, e é nesta interface onde a criatividade, o bom senso, as boas iniciativas e a lógica técnica correm o risco de serem sufocadas.

A queda gradativa dos teores tem sido a maior culpada pelos problemas que hoje a mineração vive, apostando-se na ampliação de usinas “convencionais” para tratar cada vez mais ganga e, pior ainda, gerando cada vez mais rejeito fino destinado às barragens. Algumas mineradoras, que acredito não tenham examinado bem as suas opções, propõem espessar e filtrar enormes taxas de rejeitos finos (que irão aumentando com o tempo), gastando cada vez mais dinheiro em mitigar as consequências ao invés de resolver os problemas desde a sua origem.

Atualmente a ganga é tratada como se minério fosse - numa política primária de “mói tudo e flota tudo” - e apenas na última operação esta é separada do concentrado de minério de ferro. A ganga gasta duas a três vezes mais energia que o minério de ferro (kWh/t) na sua moagem. Ainda, é a ganga quem utiliza os reagentes da flotação. Ou seja, tratar ganga custa muito mais que o tratamento do próprio minério de ferro.

Com a queda dos teores aumenta a ganga a ser tratada e, com isso, o custo operacional. Novos investimentos serão feitos em moer, flotar (e agora filtrar) cada vez mais ganga, numa espiral interminável de aplicação de capital sem nenhuma finalidade produtiva, como cachorro perseguindo o seu rabo, ou como alguém subindo um andar de um prédio procurando a escada para descer. Quem está ganhando com essa política?


Há outro Caminho

O melhor caminho para enfrentar a queda nos teores das jazidas é retirando ganga oportunamente junto com o avanço do processo, começando a seco, depois da sua correta fragmentação, aumentando com isso o teor no fluxo principal, até chegar a uma usina enxuta (talvez a mesma usina original), com um mínimo de rejeitos finos para depositar ou empilhar. Esta é a Concentração Seletiva e segue aqui um resumo desta tecnologia para diversos tipos de minério:

Concentração de finos de minério de ferro.(português)
Concentração de finos de minério de cobre. (espanhol)
Concentração de finos de minério de ouro. (inglês)

MOPE acredita que esta deve ser a melhor solução para combater a queda de teores (em novos projetos e em usinas em operação) e oferecemos orientação para as mineradoras interessadas. Já entregamos este tipo de solução para várias empresas (com diversos tipos de minério, desde ferro até terras raras), principalmente no Chile e Brasil, que hoje enfrentam esta mesma adversidade da queda gradativa nos teores do ROM, elevando os seus custos operacionais e aumentando os problemas ambientais derivados do aumento gradativo de rejeitos finos.

Alexis Yovanovic

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